A embaixada cultural do Centro Nacional de Cultura está no Japão. Ao longo dos próximos dias, Guilherme d'Oliveira Martins e o padre Tolentino Mendonça vão partilhar consigo crónicas e áudios da viagem. Siga o blogue no qual os portugueses vão ao encontro da sua história.

Crónica 4: Sentimentos da poesia japonesa

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por Renascença | terça-feira, 7 de dezembro de 2010 • 15:41

Crónica do padre Tolentino Mendonça





Crónica 3: O português que amou o Japão

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por Renascença | sexta-feira, 3 de dezembro de 2010 • 20:23

Crónica de Guilherme d'Oliveira Martins


Créditos: Centro Nacional de Cultura / Helena Serra
Acabamos de chegar a Nagasaki, vindos de Kobe. Ainda temos na retina as cores dos momeji, os vermelhos e amarelos do Outono de Quioto, a moderna arquitectura de Osaka, os princípios da cerimónia do chá – o respeito a tranquilidade, a pureza e harmonia -, a memória do príncipe Sholoku e a evocação do “Esplêndido Decreto” recordado em Nara, a antiga capital do império.

Se falo de todas estas lembranças, faço-o porque em Kobe recordámos com muita emoção a memória de Wenceslau de Morais, o português que amou o Japão, o escritor simbolista que fez da sua presença no país do sal nascente a força da sua palavra. Fomos ao museu municipal de Kobe entregar a placa onde se homenageia esse homem que assim se definiu: “Sou português. Nasci em Lisboa, estudei o curso de marinha e dediquei-me a oficial de marinha de guerra. Em tal qualidade fiz numerosas viagens. Em 1899, fui nomeado cônsul de Portugal em Kobe e Osaka…”

Morais escreveu: “Dai Nippon”, “Fernão Mendes Pinto e o Japão”, “Relance da alma japonesa” e “Culto do Chá”. A homenagem, nesse dia da São Francisco de Xavier, prolongou-se no parque da cidade junto à estátua do escritor e diplomata e foi marcada pela visita a mais dois fantásticos biombos Namban (José Tolentino Mendonça já nos falou de uma experiência semelhante em Osaka), onde vemos a partida de Macau e a chegada da Nau do Trato ao Japão e notamos a admiração causada pelos portugueses (estranhos do Sul, os Namban) de narizes grandes, vestimentas bizarras e demonstrações de finambulismo dentro da Nau.

A cidade de Kobe acolhe-nos principescamente, cidade heróica que se reconstruiu magnificamente depois do terrível terramoto de 17 de Janeiro de 1995. A cidade está totalmente recuperada: prédios modernos, viadutos, estradas, jardins. Extraordinária limpeza e organização. Que exemplo!





Crónica 2: O dia do caminho

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por Renascença | quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 • 19:50

Crónica do padre Tolentino Mendonça





Crónica 1: O desenho tradicional de uma cidade antiga

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por Renascença | terça-feira, 30 de novembro de 2010 • 22:11

Crónica de Guilherme d'Oliveira Martins


Quioto, de onde falo, onde se encontra a embaixada cultural do Centro Nacional de Cultura, foi antiga cidade imperial, qualidade que perdeu em 1868, depois de ter havido entre os séculos XVII e XIX uma partilha de influência com a cidade de Edo, hoje Tóquio, até à chamada restauração Meiji. A cidade de Quioto é marcada pelo rio Kamo e está situada entre três montanhas.

No bairro de Gion pudemos ver o desenho tradicional de uma cidade antiga. Hoje há muitos restaurantes tradicionais onde se toma a refeição como os japoneses fazem há séculos, sentados no chão e depois de terem deixado os sapatos à entrada.

Edifícios baixos e pequenos, em madeira, bem ordenados, assinalados por balões coloridos situados em ruas estreitas e limpas, é o que encontramos. A cidade moderna continua a ser requintada e plena de actividade.

Quando ontem amanheceu e vimos o sol radiante, a iluminar a cidade e as montanhas, percebemos a beleza extraordinária dos momiji. As árvores do Outono têm as folha vermelhas ou amarelas. Wenceslau de Moraes disse, por isso (e concordo), que "as espécies europeias não oferecem igual maravilha em colorido".

No Pavilhão de Prata (o Guinkakuji), no passeio dos filósofos, (ou caminho dos mestres para ser mais rigoroso na palavra) e no templo Zen de Nanzen-ji, sentimos que a lição "sê mestre da tua própria mente" é uma preocupação constante desta cultura do conhecimento e da compreensão. Se a tradição e a modernidade se encontram sempre, o certo é que a memória procura não fazer esquecer a responsabilidade presente para com os outros.

E o tempo tem uma importância especial. Vimo-lo na cerimónia do chá, no templo de Kodaiji. A preparação, a simbologia e os movimentos, tudo exige um forte domínio do gesto e da mente - em nome do respeito, da tranquilidade, da pureza e da harmonia...





A viagem

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por Renascença | sexta-feira, 26 de novembro de 2010 • 20:02

A embaixada cultural do Centro Nacional de Cultura está a caminho do Japão. Ao longo dos próximos dias, Guilherme d'Oliveira Martins e o padre Tolentino Mendonça vão partilhar consigo crónicas áudio da viagem. Siga o blogue no qual os portugueses vão ao encontro da sua história.